Na verdade, acabou de acabar!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Há 7 anos e meio atrás...

Caramba! Tava reorganizando minhas pastas no PC e não acreditei no que achei! Achei que valia a pena publicar

FELIZ ANO NOVO!

É, Acabou! Acabou o ano e acabou nossa passagem pelo CPII. E eu fiquei pensando numa maneira de desejar um feliz ano novo para todos e mostrar o quanto foi importante para mim essa trajetória. Bom, falar um a um não dá, não há saliva que agüente. Além do mais eu sabia que se eu fosse falar alguma coisa, iria sair tudo errado. Então, resolvi escrever, que é o que melhor eu sei fazer. Mas escrever o quê, se eu não sou nenhum poeta como o Alan ou o Daniell (né, Sara?), por exemplo.Decidi escrever o que viesse na minha cabeça, nada mais, nada menos (afinal nada melhor do que dizer o que está em nossa mente para dizer o que a gente pensa, né?).E é isso que estou fazendo.Primeiro, gostaria de dizer que todos vocês, todos mesmo, foram, são e serão muito importantes em minha vida, pois fizeram parte dos melhores anos dela, fizeram parte da minha formação como pessoa e se eu sou o que sou hoje, muito devo a cada um de vocês (a culpa é toda sua!). Afinal, entrei no CPII com 7 anos e estou saindo com 18. 11 anos não são 11 dias (que frase manjada, hein?). Alguns eu conheço há esses mesmos 11 anos (e a esses eu agradeço por terem me acompanhado e me aturado durante todo esse tempo). Outros eu conheço há 9, 7, 6, 5, 3 anos ou simplesmente há alguns meses, o que não quer dizer que também não sejam importantes para mim, também são.O que eu levo acima de tudo dos anos que passei neste colégio, são vocês, pois se o CPII tem o nome que tem, deve-se aos seus alunos, e se dizem que o Colégio Pedro II tem alma, é porque os alunos do CPII tem alma, e uma alma que ama este colégio (apesar de alguns não honrarem este amor). Nunca esqueçam que “nós levamos nas mãos o futuro de uma grande e brilhante nação”.As coisas mais importantes que aprendi neste colégio, eu não aprendi com a Analice, com as Adrianas, os Sérgios, as Patrícias, a Gláucia, a Eliane, o Adérito, a Cida, a Mônica, a Luiza Helena, a Guacira, o Alex, a Emi Liana, a Alzira, a Sílvia, a Danielle, a Cláudia ou com o Pedro. E muito menos com a Penha Júlia, o Seabra, a Esther, a Noemi ou com o Chiquinho. Não vou dizer que eles não marcaram a minha trajetória e me ensinaram muito, mas o que de melhor aprendi é que ninguém é feliz sozinho, que devemos respeitar as diferenças e que a amizade é a melhor coisa do mundo. E eu não poderia aprender nada disso sem que tivesse convivido com cada um de vocês. Em nenhum lugar eu poderia conhecer tantas pessoas diferentes, só mesmo em um colégio como o Pedro II. Eu posso estar saindo, mas levo muito do CPII e muito de vocês comigo. Estou indo com a certeza de que estes foram e sempre serão os melhores anos dessa longa vida que tenho pela frente e que todos estarão junto com as minhas melhores lembranças. Muitas coisas boas aconteceram durante esses anos, outras não tão boas (mas foram poucas). E acima de tudo, muitas coisas engraçadas. Coisas que eu nunca esquecerei, pode ter certeza. Quem consegue esquecer os tombos da Glenda ou do Pedro querendo aparecer, os berros da Sara cada vez que via (ou não via) um inseto, a bolada que a Maria deu no inspetor, os choros da Carina, as aulas da Patrícia Botelho, do Pedro, etc.Isso não é um adeus, é apenas um até logo. Um até logo de muitos até logos que ainda vamos dar. Espero realmente que ainda nos encontremos muitas e muitas vezes durante essa nova fase da vida que nos espera. Que todos tenhamos sucesso naquilo que desejarmos fazer e que realizemos todos os nosso desejos. E que o ano de 2005 chegue pelo menos perto das coisas que aconteceram em 2004, que eu espero que tenham sido boas para todos. Para terminar eu só tenho uma coisa a dizer: MUITO OBRIGADO. Ah, e:

PEDRO II TUDO OU NADA?

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sábado, 2 de abril de 2011

Revista

Idas e vindas, vidas vividas
Um raio só cai uma vez num lugar
Mas se o mundo gira e regira
Onde devo estar? Ou restar?

O passado (é tão claro) já passou
Mas há tanto pra mudar (quer trocar?)
Nem conheço você bem, tudo bem
Mas sei bem o que não dá pra ser
(Ou bem sei o que não posso ser?)

Triste, e não consigo chorar
Poderia gritar, mas prefiro cantar
Vou tentando escrever o que não se pode dizer
Vou tentando reter o que não se pode perder

Eu sonhei...
Foi ontem à noite, mas acordei
E eu já sei, não vou guardar
O que passei, não vou lembrar
Não recordar é só pensar
É só pensar... em pensar

Retratos revelam recortes
Você não é o que se vê ali
Remédios reduzem rebeldes
Eu não sei se eu estou em mim

Repasso, repenso, repranto...
Só canto
E esse é o meu recanto.

(Diego Vargas - 2006)

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Poema de meia-(al)face inteira

Quando eu nasci,
um anjo meio esquisito (ou seria esquecido)...
desses meio Barroco espanhol, me disse:
- Vai Diego, ser izquierdo en la vida!

(Diego Vargas, 31/08/10)

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sábado, 5 de junho de 2010

As Aventuras de Nanico - Episódio 10: De como Nanico se tornou um porco capitalista

Nhonc-nhonc. Nanico acaba de perceber que já não é mais o mesmo... Agora, as coisas estão diferentes... antes, tudo era tão bom. As coisas pareciam mais bonitas, o mundo parecia mais alegre e Nanico parecia mais Nanico. Ah! Que saudades que eu tenho do saudosimo de sua vida. Nanico já não tem mais tempo pra ser criativo... Nanico não pode ser inútil, Nanico não pode errar. O erro é um direito daqueles que tem tempo. Nanico já não tem muito tempo. Nanico tem muito tempo. Tanto tempo que precisa correr. Se não, o que será de Nanico no tempo que lhe restar? Nanico quer gritar... Mas Nanico ri. Há quanto tempo Nanico não chora e se sente triste e mal? Nanico não tem tempo pra sentir... Nanico vive. E vive tanto que nem consegue viver. Nanico sente. Sente muito. Nanico já não pensa. Nanico não decide. Nanico é decidido. Nanico não resolve. Nanico já está resolvido. Nanico já não é Nanico. Nanico parece agora tão grande... Nanico já não consegue se esconder... Uma pena, Nanico... Nanico ficava tão bem escondidinho... Duas penas, Nanico. Duras penas... Duras pernas. Vai Nanico, ser izquierdo en la vida! Esquece o que... o que... ah! esquece. Nanico já esqueceu... ou deixou ser esquecido. Depois, quando tiver tempo, Nanico volta a se lembrar...

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sábado, 1 de maio de 2010

De volta para o futuro...

Brasileiro, com muito orgulho e Carioca apaixonado pelo Rio, é incapaz de sair dessa cidade mesmo se o Beira-Mar virar prefeito. Sujeito antigo do séc. XX, do tipo que ainda diz a verdade no MSN e só põe como status "ausente" quando realmente não se encontra, passou a maior parte da sua vida dentro do CPII e tem isso como um de seus maiores orgulhos. Fanático por CDs e Cinema, já foi capaz de ficar horas nas Lojas Americanas tentando decidir sobre qual promoção levar ou encarar uma sessão dupla de cinema sozinho de filmes de 2hs30 de duração. Hoje, mal tem tempo para assistir à Tela Quente (e não perde muito com isso). Flamenguista (sempre) em fase de reintegração e Mangueirense desde pequeno, foi fisgado pela Paraíso do Tuiuti e desde então divide seu coração entre as duas, sabendo que um dia vai ter que decidir por uma delas. Apreciador da Língua Portuguesa, era o único da turma que gostava de fazer a análise sintática, mesmo não vendo utilidade nisso! Na luta contra tudo e contra todos, em um extremo ato de loucura, decidiu virar professor. Hoje, durante pequenos flashes de sanidade, entende aqueles que lhe quiseram ajudar! Enquanto estudante de Letras, foi levando a faculdade e sempre dizendo a si mesmo que ela iria melhorar. Ela não melhorou e, como brasileiro que não desiste nunca, decidiu seguir a carreira acadêmica... Atualmente fazendo o Mestrado, ainda lhe resta esperanças de que a situação pode melhorar. Enquanto professor, do 6o ano ao Ensino Superior, é chamado desde tiooo e a senhor e, correndo de um lado para o outro, não sabe se é o melhor no que faz, mas sabe que não poderia fazer nada melhor. Possui gosto musical variado e até certo ponto duvidoso, apreciando muitas vezes o som de seu próprio silêncio. Dormindo em média 4 horas por noite, esqueceu o significado da palavra sono e nunca arranja tempo pra atualizar seu blog. Tem como objetivos de vida ficar rico e ser amigo pessoal de Ivete Sangalo. Ainda pensa na possibilidade de tentar entrar no Big Brother. Perdido em suas próprias decisões e pensamentos e indignado com as coisas do mundo, sabe que pode mudá-lo, mas ainda não descobriu como...

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Profile =P

"Yo soy solo un adolescente, pero entraré en tu mente, pisando fuerte, pisando fuerte." (alejandro sanz)
"por el mundo yo no me dejo desanimar." (fito paez)
"si la vida te dá más de cinco razones para seguir" (manu chao)
"porque la vida nos puso en el mismo camino..." (julieta venegas)

Eu já quis ser um atleta olímpico, um vocalista de uma banda de rock, um escritor famoso, um diretor de cinema consagrado, o ator principal de um filme independente... Até hoje, não consegui nada disso... mas sei nadar muito bem, consegui um amplo repertório musical, li tantos livros que não consigo lembrar o nome de 10% deles, me tornei fanático por cinema e só tenho 23 anos...

"Me cansei de lero-lero. Dá licença, mas eu vou sair do sério... Quero mais saúde! Me cansei de escutar opiniões de como ter um mundo melhor, mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha... Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim! Como vai? Tudo bem! Apesar, contudo, todavia, mas, porém... As águas vão rolar, não vou chorar... Se por acaso eu morrer do coração, é sinal que amei demais. Mas enquanto estou vivo e cheio de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz!" (rita lee/ roberto de carvalho)

"E se a gente perder, que seja derrota suada, sofrida, roubada... De mão beijada nem a pau! E se a gente ganhar, que seja vitória disputada, merecida, conquistada..." (jay vaquer)

"Perceba que não tem como saber, são só os seus palpites na sua mão... Sou mais do que o seu olho pode ver. Então não desonre o meu nome. Não importa se eu não sou o que você quer, não é minha culpa a sua projeção... Aceito a apatia, se vier. Mas não desonre o meu nome... Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?" (Pitty / Derrick Green / Andreas Kisser)

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser Preciso


A felicidade não existe
Existem momentos felizes
Aceite o fato e facilite
Aproveite o que a vida permite
E no que se pode acreditar...
Acredite

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Se engana quem pensa que é fácil
Se perde quem torna difícil
Se encaixa no rumo e se leva
Levando o que pode consigo
(Levando o que peço comigo)

Bastante pode ser muito
E nada pode ser melhor
No riso ou no choro de outros
Tudo começa e acaba pior

Todos sabem. Eu já sei.
Nos faz falta mergulhar
E qualquer um pode dizer:
- Deixa o rio te levar!

Pois nem sempre nesse mundo
É possível controlar`
Pois nem sempre num mergulho
É possível se nadar

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Navegar é preciso...
Mas quem vive no mar?

(VARGAS, 2006)

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domingo, 16 de agosto de 2009

No silêncio de depois...

Meu Presente

Chega como uma surpresa, não muito surpreendente, em uma semana de carnaval... Dessas que trazem de volta, numa sexta-feira, a alegria perdida na quarta. Chega e causa surpresa aos demais. Espanto, agrado e por vezes, indignação. Chega e te leva à sua apreciação pelo fato, único e simples, de chegar. No início, te tira as noites de sono... Te arranha e mordisca os dedos dos pés. E joga areia no chão da casa. E te mostra o quão bem te faz ter algo para cuidar, para se cuidar. E te preocupa, e te faz preocupar-se. Chega, fica e simboliza. E significa. Depois cresce, muda e faz estrago. E continua crescendo. E te acorda no meio de uma noite fria com saltos sobre a cama. E invade o quarto pela janela. E se joga, e te faz jogar. E continua fazendo estrago. E por vezes, ainda te arranha e mordisca os dedos dos pés. E impressiona, pelo fato de chegar, ficar e crescer. E te faz jogar coisas ao ar. E te faz correr atrás. E te faz correr na frente. E acaricia, e te faz acariciar. Chega, fica, conquista. E continua crescendo. Até que um dia adoece. E fica triste. E se isola, em um canto impossível de achar. Mas volta, mesmo fraco, sempre volta. E te faz cuidar, e te faz ser cuidado. E te faz preocupar-se e ainda, te tira as noites de sono. E volta. E voltam os saltos sobre a cama, a invasão pela janela e as noites de frio. E se equilibra em fios finos, e se joga do telhado, e reconhece e se reconhece. E te faz conhecer. E sobe em árvores, dessas que nascem de raízes acimentadas. E se esfrega. E continua crescendo. Chega, fica, simboliza, cresce, representa, apresenta, cresce, chega, fica, conquista, sai, chega, volta, fica, pula, cresce... Até que um dia se joga, do telhado, e sai, caminhando. E não volta mais. E parece voltar, a todo instante, mas não volta mais. Mas parece voltar. Mas dessa vez, não chega. E não volta mais. Mas fica. Só não volta mais.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vem cá? Te conheço?!

- Vem cá, você poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, né?
- Por que tudo depende da coisa? Acho que, na verdade, tudo depende da coisa mesmo...
- Pois é, dependendo da coisa, a gente pode te ajudar... ou não...
- A gente quem?
- Quem é a gente? A gente é muita gente...
- E muita gente assim não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa...
- Sempre depende da coisa...
- Você já disso isso...
- Você também!
- A gente disse, então!
- Justo! E a gente não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, eu já disse!
- Acho que depende da gente...

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Roma

Eu não acredito na felicidade.
A felicidade plena é impossível.
Eu busco ser feliz.
Eu busco o impossível.
Eu acredito no impossível.
Eu acredito na felicidade.
(Diego - 23 anos)

domingo, 19 de abril de 2009

Do que eu (des)entendo do mundo...

Tem gente que sabe tudo. Eu sei tudo! Tem gente que não sabe nada... Eu não sei nada! Tem gente que sabe naaaada... Eu sei naaada! Tem gente que sabe que não sabe nada e sabe tudo sabendo que nada e tudo na verdade é tudo e nada... Eu tou no tudo ou nada. Entendo. Desentendo. Aentendo. Inentendo. E ninguém entende nada. Mas também não faço questão de ser entendido. Ou faço tanta questão assim? Eu não (me) entendo. Ninguém (me) entende! Oh, mundo cruel!! Coitado de mim... Sei, sei... Coitado de quem ainda perde tempo vindo por aqui... Entender... entender... definição por favor! A palavra é entender. "1 Ter idéia clara de; compreender, perceber 2 Ser hábil, perito ou prático em 3 Crer, pensar 4 Interpretar, julgar: 5 Ouvir, perceber: 6 Proceder de acordo; combinar-se, concertar-se 7 Estar em boa inteligência ou em boa paz: 9 Ter prática ou teoria 10 Tomar conhecimento como autoridade competente 11 Dizer respeito a 12 Ter uso da razão." Eu entendo (2) de muitas coisas, e muitos me entendem (4), mas eu não busco entendê-los. Eu busco é entender (5) as coisas do mundo. Já busquei entender (12) a vida, mas não entendi (1) nada... Entendo (3) que não entenda (9), mas nem por isso passo a entendê-lo (6). Isso nunca! Mas hoje eu entendo (10) que de desistir de tanto entender(es), consegui me entender (7) muito mais...

"Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta que hoje eu me gosto muito mais... Porque me entendo muito mais também" (Gonzaguinha)

Postagem pessoal, subjetiva, e intransferível! Tirando poeira... Cof, Cof!

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sinceramente...

"- Tio Edmundo quem falou. Disse que eu era “precoce” e que ia entrar logo na idade da razão. E eu não sinto diferença.
- Tio Edmundo é um bobo. Vive metendo coisas na sua cabeça..
- Ele não é bobo. Ele é sábio. E quando eu crescer quero ser sábio e poeta e usar gravata de laço. Um dia eu vou poder tirar retrato de gravata e laço.
- Por que gravata de laço?
- Porque ninguém é poeta sem gravata de laço. Quando tio Edmundo me mostra o retrato de poeta na revista, todos têm gravata de laço."
(josé mauro de vasconcelos - o meu pé de laranja lima)

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quero falar de uma coisa...

Porque hoje eu tou afim de falar da vida. De falar um monte de merda da vida. De fingir que isso não é um blog, de fingir que isso é um blog de adolescente. De falar da minha vida. De falar da vida dos outros. De falar palavrão. De usar pontos para expressar rostos e consoantes para expressar frases inteiras. De mandar kisses e dizer i miss you. De ignorar o fato de que alguém pode ler isso aqui. De falar da sacanagem que é viver. De reclamar da putaria que anda esse mundo. De fingir que não faço parte dele e que também sei ser sacana. De reclamar dos meus pais pros meus amigos, dos meus irmãos pros meus pais. De falar que tou apaixonado. De sofrer as dores de um amor infanto-juvenil! De soltar fogos de artifício via msn. Vontade de repetir as letras finais das palavras e usar caps lock pra gritar CARALHOOOO!!! De planejar métodos de vingança-prato-que-se-come-frio contra os que armaram um plano errado pra minha vida.  Incluindo eu mesmo. Ou de festejar com os que tentaram armar um plano perfeito para ela. Incluindo eu mesmo. Já nem sei o que tou escrevendo. Já nem sei o que quero escrever. Ando lendo Clarice Lispector demais. Na verdade, ano lendo coisa de menos. Ando fazendo coisa de menos. Ando dormindo demais. Ando me preocupando demais. Ou ando me preocupando de menos. Já nem sei. Ando andando de bicicleta. Ando por aí. As vezes só, às vezes muito bem acompanhado. Ando vendendo coisas que não comprei. Ando criando remedios para doenças que são minhas. Para doenças que me curam. PUTA KIU PARIU! Em caps-lock-adolescente. Acho que nunca cresci, acho que cresci rápido demais. Acho que sou muito grande e não tenho muita noção do meu tamanho. Bato braço na lampada na hora de tirar a camisa. Já andei batendo os braços no joelho. Já nem sei se tive braço um dia. Braço me lembra abraço, que me lembra o óbvio, é claro. E me lembra que ando meio sem criatividade. Ou é tanta coisa que quer sair ao mesmo tempo que nada sai. Entope tudo na saída. Ou na entrada. Já não sei. Pois é. Engraçado... Um dia tentei a imparcialidade, a objetividade, a não expressão do ser via a expressão clara de ser quem se é. Às vezes nem eu me entendo. Quem entender o que eu escrevi, me explica depois. Um texto em primeira pessoa, é demais pra mim... Reticências pra vocês!

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

As Aventuras de Nanico - Episódio 9: De quando Nanico está feliz

e é tão difícil escrever alguma coisa...

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domingo, 4 de janeiro de 2009

As Aventuras de Nanico - Episódio 8: De quando Nanico se entristece

O fato de Nanico, nosso pequeno herói, gostar de uma festa já foi salientado anteriormente em algumas das oportunidades passados. O que não foi explicado ainda é que nem tudo são flores na vida de Nanico, na verdade, flores na vida de nosso pequeno herói são coisas raras. Ele nem as aprecia tanto quanto pensam! Por vezes, às vezes sem motivo aparente ou com a mais óbvia das razões, Nanico se entristece. E tudo parece entristecer no mundo de Nanico. O que também não quer dizer que nosso heróis seja um pequeno heróis depressivo em constante crise existencial. O que seria de nós se nosso herói assim o fosse? Depressivo não. Quanto ao resto, talvez. Vai saber? Nanico sabe? Nanico sabe tudo! E sabe o que é estar realmente triste, sabe o porquê de se estar triste. E por isso, valoriza mais que ninguém os momentos de alegria. Me impressiona sempre como as aventuras de Nanico sempre se convertem em manuais de auto-ajuda (no termo propriamente dito). Nanico não é triste, Nanico não é alegre. Nanico não acredita no ser. Nanico está. Consatantemente e por isso se aventura por esses mundos. Não só o seu, mas os próximos também, às vezes próximos demais, às vezes não tão próximos assim... Vai saber? Nanico sabe! Quando as aventuras de Nanico se converterão em aventuras reais? Assim que nosso mínimo heróis descobrir o que é real! Quem sabe depois disso, ou por isso, ele encontre o caminho da felicidade eterna e não precise mais valorizar pequenos momentos de alegrias. Migalhas de felicidade. Tristeza nunca mais! E vida que segue... Na nicovia!

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2008

1o dia do ano: Reveillón em Copacabana (pra mim, saldo positivo) seguido de uma tarde/noite vendo Harry Potter com a dona do cafofo (abrigo da galera da Zona Oeste e alguns elementos da Zona Norte)

Férias: descanso humildemente merecido, entre idas ao Centro, algumas idas ao cinema, encontros esporádicos com os amigos, leituras sobre metacognição, uma festa (não-muito) surpresa no cafofo, um aniversário no qual a aniversariante não apareceu e sono... muito sono! Acompanhado das já típicas pedaladas de férias na quinta da Boa Vista! (= saldo positivo)
Um emprego!! Treinamentos e reuniões e o início das aulas em fevereiro (Yes! São Cristóvão = saldo positivo)
Ida a Mangaratiba (=saldo nulo)

Carnaval: Bola Preta, Grupo A e B, Carmelitas, tentativas (mal-sucedidas) de outros blocos e uma esticada até o sábado das campeãs (= saldo positivo) uma despedida sem sentido

Começo do Ano: Entre fundão e praia veremlha, um VII semestre que era uma espera pro começo do fim. Entre espanholas, peruanas, gaúchas, nordestinos, atrizes, "frutos" e não-aulas, (saldo = nulo). Aniversário surpresa! (= saldo positivo), CLAC aos sábados (o dia inteiro no fundão = saldo negativo), um quebra-cabeça de 12 horas, um trabalho como intérprete e reunião monográfica (=saldo positivo) e FÉRIAS!!

Julho = férias - arraiá do bota fora e fuga pra Bs As (férias de verdade!). (= 22 x saldo positivo), ainda que a conta corrente descorde!

Agosto e a volta a rotina (=saldo previamente negativo): Novo emprego (Yes! Méier = saldo positivo)... Volta às aulas. Entre os lits da vida (=saldo negativo), o começo do fim. Alunos muito legais, professores nem tanto... muita gastrite! Encontros pan-americanos, aniversários de uma galera foda e um bota-dentro atrasado (= saldo mais que positivo). Fito Paez e Julieta Venegas (= saldo positivo, porra!!!). Outra ida a Mangaratiba e Ilha Grande (=êta, saldo positivo)... Saídas lepianas (atrasadas, mas saldo positivo)
e uma surpresinha aos 35 do segundo tempo! (saldo mais que positivo!! e partida não-terminada)

E que venha 2009!!! e que venham os inesperados esperados!! e os não-esperados também!
resoluções? poucas... os shows não cumpridos em 2008, tentar resolver mais, fechar licenciatura e MESTRADO!
pois que venha 2009!

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As Aventuras de Nanico - Episódio 7: Da criança que é Nanico

Nanico é criança. Nanico é bobo. Nanico acha que é feliz. As vezes, Nanico percebe que isso é só mais uma de suas tolices, mas Nanico prefere assim mesmo. Nanico é criança. E criança esperta. Que sabe bem o que é ser criança. Nanico se aproveita de sua infância. Nanico brinca de ser criança. As vezes, nosso heróis é criança séria, birrenta, que finge saber o que quer. Mas sempre criança e bate o pé até que quebra. Ou o pé ou a pedra. Em lguns momentos, Nanico se esquece de que é criança e isso deixa nosso pequeno herói muito triste. Mas Nanico é bicho louco, não sabe bem o que faz e logo se lembra de nunca mais esuqecer o inesquecível. Mas se é inesquecível, porque diabos Nanico esquece tanto? O mundo de Nanico já sabemos, é mundo próprio... substantivo seu. Sujeito composto. O mundo de Nanico não é mundo seu, ainda que seu. Nanico então deixa seu mundo entrar no mundo maior e Nanico esquece. Esquece que tem seu próprio mundo. Esquece de brincar. Mas tão bobo é seu, que Nanico logo volta a ser o que é. Criança. Nanico beija rindo. Nanico lê as placas, Nanico vê pessoas, Nanico ouve vozes. Nanico tira fotos, muitas fotos. Nanico gosta da cidade em noites de chuva. E do mundo em dias de sol. Grande Nanico!

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domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

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domingo, 12 de outubro de 2008

Bem - Passada

E aí? Açaí!
Guaraná... Pra alegrar!
É assim... Sapoti,
Jamelão... Pra cantar!

Se não há mais aqui
Não há o que fazer
A vida me passa ao léo
Sem haver o que dizer

Os antônimos se misturam
Lado a lado ao dicionário
Todos juntos num só livro
Tudo limpo no cenário

Como o canto do canário

O meu já não canta mais
Porque bebeu em demasia
Água que passaro não bebe
Já não quero o que eu queria

Todos dizem: - Já passou!
Mas a roupa tá amassada
Eu mal sei o que ficou
Se ficou...
Nenhum, ninguém ou nada.

(diego - 15/12/05)

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